Paty Nunes

Mulheres

 

“Eu sou muito comunicativa e às vezes falo demais. Acho que herdei do meu pai essa coisa de não calar a boca”.

“Se eu pudesse ser alguém diferente, eu seria meu pai. Tenho muito orgulho dele. Ele veio do nada, conquistou tudo que tem hoje com o próprio esforço”.

(Nota do fotógrafo: Poucas vezes eu vi um brilho tão intenso nos olhos de alguém ao falar do próprio pai. Eu escutava e só pensava que um dia quero esse brilho nos olhos da minha filha ao falar de mim…)

 

“Eu ainda to aprendendo a ser mulher. Às vezes eu sou uma pequena grande mulher de 24 anos.”

“Quando eu fiz minha primeira tatuagem, eu tinha 18 anos e não contei pro meu pai. Nem pra ninguém. Fiz três borboletas que representam eu e minhas irmãs.
Depois dessa tatuagem eu comecei a gostar mais de mim mesma. Ninguém que me conheça imagina que eu tenha tatuagens”.

 

“Quando tô com a minha avó é algo inexplicável. Ela é uma pessoa iluminada, pra ela não existe não dar certo (…) e algum tempo atrás, eu tive que tirar um nódulo do seio, e ela não esteve presente, foi complicado pra mim não ter ela do lado…”