Patricia Fonseca

 

Não pareço uma Barbie, nem uma santa.

Aliás, nunca quiser ser nenhuma delas por falta e vocação.
Nunca fui cheia de pudores, falo palavrão e se pudesse sairia na rua de pijama. Adoro pijama!
Tomo cafe com leite gelado, assisto programas de pescaria e fenômenos da natureza.
Eu ja disse que falo palavrão? Bom, independente disso sei me comportar em qualquer tribo.
Não tenho vergonha de pedir desculpas nem de pedir socorro. É foda ser forte o tempo todo.
Choro de raiva, de alegria, magoa, TPM, chilique e pelo que não sei também.
Protejo quem amo de tal forma que esqueço de me proteger.
Tenho fé, acredito em Deus, em energias e sim, em pessoas.
Debochada. Irritantemente irônica, doce, intuitiva e apimentada.
Câncer com ascendente em escorpião.
Acredito no amor na sua forma mais escandalosa, exagerada e desaforada.
Entre uma infância linda, gravidez na adolescência, príncipe encantado, lobo mau, paralisia facial, inseguranças, empoderamento, decepções, tentativas e o casamento com o cara da minha vida, eu me construi e contra o meu vendaval, meu tsunami.
Num mundo de aparências que ainda exalta a “ bela, recatada e do lar”, eu prefiro ser a deusa, a louca e a feiticeira.