Maria Luísa

 

Eu acredito que gostar de si mesma não é um estado de espírito, e sim uma luta diária.
Tem dias em que eu acordo, me olho no espelho e gosto do que vejo, e dias em que acontece exatamente o contrário.

A luta diária consiste em olhar para as coisas das quais eu não gosto e entender que elas são uma parte importante de mim. Não querer me mudar, mas me aceitar do jeito que eu sou.

Meus pais se separaram quando eu tinha uns oito anos, e decidiram que eu e minha irmã iríamos morar com a mãe, e passar os fins de semana com o pai.

Minha mãe, minha irmã e eu somos muito próximas, apesar das discussões que são comuns e fazem parte da convivência diária. A gente implica uma com a outra, brinca uma com a outra, e nos damos muito bem, grande parte do tempo.
Minha mãe é uma mulher incrível.

Mesmo com o auxílio do meu pai, ela sempre teve que batalhar pra nos sustentar, trabalhando como professora em duas escolas e, várias vezes, espremendo o salário para conseguir bancar uma viagem de férias para nós três. Nunca foi fácil, mas ela sempre consegue dar um jeito de manter o bom humor e procurar uma maneira de resolver os nossos problemas.

Eu sou muito agradecida por todas as coisas que ela sempre fez, e ainda faz, por nós. Eu admiro muito ela, e sinto muito orgulho de ter ela como mãe.