Kiane Oliveira

 

Primeiramente, vamos falar de uma das coisas que me trouxe ate aqui, o que me fez alcançar este estado de espirito e posso dizer que também a cura do meu corpo.

Meu nome é Kiane Oliveira, tenho 20 anos  e sou terapeuta tântrica.

A terapia tântrica vai além do que as pessoas acreditam ser, por conta da imagem distorcida e bem rasa que a mídia passa, o Tantra de nada tem haver com erótico ou sexo, o tantra é um dos poucos caminhos possíveis para iluminação do espirito, pois este nos mostra o caminho real do nosso coração.

Eu, Kiane fui mais uma menina que confundiu o significado de liberdade e desde os 14 anos acreditei que esta devia ser conquistada, ate que alguém, logo que entrei no tantra, me ensinou que a liberdade sempre me pertenceu e tudo que eu precisava para viver o que queria, estava ali dentro do meu universo particular.

O tantra não te dá liberdade, ele te mostra que ela é sua e estará aí sempre.

O tantra não instiga seu tesão com os movimentos da massagem, ele te mostra que o prazer não esta limitado ao sexual.

O tantra não te causa rasas experiências, ele te permite vivenciar o universo que em ti habita.

Seu corpo e seu universo sendo o templo de um deus, você mesmo.

O tantra não vai lhe oferecer aquilo que você deseja, mas sim aquilo que você precisa, o que seu espirito e coração precisam.  Existe um ser divino habitando em cada um de nós e é isso que o Tantra de Vishnu, a escola pela qual sou formada, busca mostrar as pessoas. Sendo capaz de transformar a nossa visão sobre a vida, nossos limites impregnados e tudo aquilo que nos foi imposto como certo ou errado, sem destruir mas sim nos edificar perante a verdade que carregamos no coração. O prazer que o tantra traz pra nossa vida não se limita aos orgasmos múltiplos, se expande a vida com prazer, ao prazer em constância e prazer de simplesmente ser o que você é, sendo isso a maior benção da vida.

Por isso sempre que me é permitido, convido a quem tiver coragem a vivenciar o tantra!

 

Este é meu segundo ensaio e sinceramente, quanta gratidão!

Quase 1 ano atrás, eu queria fazer um ensaio pra comemorar a transformação do meu corpo ao longo dos meses depois de voltar de um intercâmbio. Essa transformação física hoje se tornou detalhe perto da grandeza que venho descobrindo sobre ser Kiane, em ter 20 anos e viver tudo que 1 ano atrás pedi pra mim.

Meu corpo se transformou, minha vida transformou e meu planos sobre ela também se transformaram e é por isso que sou grata!

Olho essa Kiane de agora com um amor tão grande que dois anos atrás eu não acreditaria ser possível, eu não quero mostrar pro mundo apenas um corpo, eu quero mostrar pra mim e pra quem se permitir a verdade que me habita, a plenitude no olhar de uma mulher que hoje se ama em cada detalhe, uma mulher que se deseja toda noite antes de pedir por alguém, uma mulher de 20 anos que antes de pedir algo pro mundo agradece o que já tem, porque sim é gigante a vida que vivo hoje!

Sou terapeuta tântrica, vivo um movimento lindo com as medicinas sagradas, ayahuasca e rapè, minha crença move meus passos e a mulher que sou acredita profundamente na capacidade dela, eu Kiane hoje sou exatamente aquilo que desejava ser um ano atrás e o melhor de tudo é que me transformei nisso tudo, por alguém que merece muito, eu mesma.

O sorriso que carrego é de alguém que aprendeu, evoluiu e cresceu, alguém que compreende com humildade que a vida está sempre em movimento, os aprendizados serão constantes mas é preciso glorificar cada passo dado ate aqui.

E é pra isso que essa Kiane olha.

Hoje, eu vejo a grandeza que é ser esta mulher de 1,52cm <3

 

Já me julgaram pelo meu corpo antes mesmo de me conhecer, já me condenaram pelo meu corpo antes mesmo de saber a verdade que habita em mim e me subestimaram pelo meu corpo sem sequer arriscar viver o que sou.

Eu me descobri além de um corpo depois de muito tempo, eu acreditei na minha verdade a partir do momento que vi que a minha realidade era diferente da realidade dos outros, não é sobre “meu corpo, minhas regras” e sim sobre “meu corpo, meu templo da vida que levo”.

A minha falta de vergonha sempre foi mal interpretada, ou melhor foi interpretada pelos outros através da verdade deles.

Pra mim sempre foi um ponto simples: nudez é a naturalidade da vida!

Okay… mas eu não vivo sozinha e nudez no mundo tem cunho extremamente sexual.

Eu acredito que a nudez apresenta apenas algo natural do ser, somos espíritos antes de sermos corpos, temos sentimentos antes mesmo de ter padrões físicos ou não, somos seres antes mesmo de ter algo.

Hoje consigo me ver assim e olhar para outras pessoas dessa maneira. Entre essa naturalidade com a nudez e a forma de tratar o meu corpo como algo superficial, eu me odiei e me amei por muitas vezes, deixei de me amar quando mais precisava, me redescobri quando mais odiei o templo que habito, foi vendo que o que era certo ou errado pros outros que descobri a minha verdade.

Com tudo isso, vejo que precisamos reconhecer que sim, falhamos, mas que cada acerto deve ser levado em conta e saber que todo sentimento bom precisa ser mantido nos piores momentos, acreditar no melhor da gente quando tudo insiste em mostrar apenas o lado negativo, olhar no retrato que fica registrado pra todo sempre, que aquele sorriso, aquela plenitude e aquele amor só dependem de nós mesmos pra se repetirem e assim ver em si a capacidade de conseguir ser tudo que desejar.

 

Foi com muito amor a mim que me entreguei à esse ensaio, fui com a certeza de que dessa vez era pelo simples fato de estar me amando a ponto de desejar me ver com olhar do Bendito Fruto, porque sim eles são capaz de transmitir a verdade que aqui habita. O ensaio é uma constância na vida, pois não somos apenas conduzidas durante algumas horas de ensaio, aprendemos a dar valor pra tudo que somos a partir disso em diante, é saber que a mesma pessoa capaz de dar o melhor sorriso pra câmera pode seguir com ele pra si, é ver que da mesma forma que pode arrasar em uma foto você pode fazer o mesmo diante do espelho antes de seguir a rotina, é ver em si tudo que aqui fica tão bem registrados todos os dias depois do primeiro contato com eles. Na primeira conversa, a Renata me falou “Não, esse ensaio é pra ti, foda-se os caras” e sim, eu descobri nesse quase 1 ano de amizade, que sim, isso tudo é pra mim e a quem se permitir se entrega, porque ver sua verdade exposta em imagens vai durar junto com elas, pra sempre!