Joyce Brazil

Achava que te amava, até que me conheci…

Algum tempo atrás não usava saia, tinha vergonha das minhas pernas finas e do resto do meu corpo que não se encaixava nos padrões de beleza que circulam por aí (sim, a ditadura da beleza também oprime magras). Comecei a reparar e entender que nada daquilo que me impuseram estava certo, não existia o “corpo perfeito”, todas as pessoas tinham sua própria beleza, todos éramos lindos de uma forma diferente e exótica…

Tomei a iniciativa de uma revolução. Uma revolução interior que só dependia de mim mesma, mais ninguém.
A partir desse momento comecei a me ver com outros olhos, meu corpo não era mais o mesmo, meu cabelo estava mudado, meu rosto também.
Eu estava mais bonita, por dentro e por fora. Algumas pessoas me fizeram ter mais certeza de que eu era linda, que meu corpo era lindo, e que eu não deveria mais me importar com o resto do mundo, pois se eu estivesse me sentindo bem, nada mais importava.
Aliás sempre fui meio “foda-se pra tudo”, mas naquele momento meu psicológico estava realmente abalado. Ainda sou assim, e não me importo com a opinião alheia, faço o que tiver vontade e falo o que der na telha.
    Meu maior sonho é conhecer o mundo, as diferentes etnias e os mais bizarros lugares. Quero viajar e ser livre, ir para onde o vento me levar, conhecer lugares novos e pessoas interessantes.
    Portanto, tudo tem o seu tempo, tudo muda, tudo passa, inclusive aquelas crises de existência que temos de vez em quando. Assim, hoje entendo o significado da frase “De mil amores, o próprio.”