Jeanine Barbosa

Mulheres

“No meu primeiro beijo eu já percebi que gostava de meninas. Eu tinha 12 anos. Foi com uma colega minha. Eu beijei ela porque eu queria beijar um garoto e não queria parecer inexperiente, mas eu preferi ficar com ela. Percebi que queria meninas mas eu me forcei a ficar com meninos porque eu achava aquilo errado: Querer outra menina, sabe!?”

“Meu pai aceitou melhor eu ser lésbica do que minha mãe. Ele tinha um irmão que se matou por ser gay, na década de 70. Então aquilo abalou muito ele. Ele era um cara incrível. Na minha festa de 15 anos ele dançou a valsa comigo. Minha valsa foi uma música do Raça Negra. Já na cabeça da minha mãe, uma mulher bonita não poderia ser lésbica. E eu não tenho problema nenhum em dizer que sou homossexual e ‘batuqueira’. Quando fui contar pro meu pai eu falei: eu gosto de mulher! Ele começou a coçar a careca e disse: se é isso que tu gosta, seja feliz. O que tu faz entre quatro paredes é coisa tua”.

“Muitas pessoas me chamam de paçoca. Eu sou viciada em tudo que eh crocante. Gosto muito de paçoca, então eu como muita paçoca. Uma vez uma professora me deu uma paçoca na aula, me chamou de paçoca e daí pegou. Se eu pudesse escolher, meu nome seria Valentina”.

– A Jeanine fez ginástica olímpica quando era pequena. Ela tem ate medalha. A Jeanine é uma pessoa bem legal.

– Tu sempre fala de ti na terceira pessoa?

– A Jenanine gosta de falar dela na terceira pessoa. A Jeanine é tão apaixonada por comida que se ela pudesse, casava com uma Lasanha.

“Eu me vejo fazendo muitas coisas no futuro, mas meu sonho mesmo é ser mãe”.