Gabriela Munhoz

Mulheres

“Quando eu nasci minha mãe trabalhava muito e meus pais acabaram se separando, só que meu pai não queria me deixar sozinha então ele me levou e fomos morar com a minha avó paterna”.

“Meu pai era entregador de gás e DJ, ele fazia tudo que eu queria. Ele queria que meu nome fosse Gabriela, e minha mãe queria Alexia. Eles resolveram fazer um sorteio e acabou saindo Gabriela. No dia de registrar no cartório depois que colocaram o nome, meu pai contou que tinha colocado apenas papeis com Gabriela escrito na urna de sorteio”.

“Todos os anos, no dia dos pais, nós íamos pra casa do meu avô, mas com 13 anos eu tinha meu primeiro namorado, e liguei pro meu pai pedindo pra ir no shopping com ele. Na volta, fui direto pro meu quarto, escrever uma cartinha pra ele. Ouvi meu pai chegar, deixar dinheiro com a minha avó e sair pra ir tocar numa festa tradicional do nosso bairro. Ele era muito querido lá e fazia anos que não tocava nessa festa. Mais ou menos uma hora depois, ligaram pra minha avó. Ele tinha sido encontrado no carro, cabeça deitada no volante, já sem vida. Ele teve um mau estar súbito e faleceu ali. No dia dos pais, sem que eu pudesse ver ele. Eu sempre choro quando escuto as musicas que escutava com ele no domingo, quando ele tava de folga sempre tocávamos bee gees”.

“Minha avó materna tinha máscaras pra assustar a gente e eu acabei gostando de filmes de terror por isso. Eu sou muito fã do Freddy Kruger e eu vou tatuar ele em mim.”

“Uma vez eu fui pra uma festa e antes de entrar eu comprei uma pringles pra comer na volta porque eu sabia que eu ia sentir fome na volta, e daí eu fui assaltada, e levaram a minha batata. Eu fiquei bem triste.”