D'julye Ribeiro

“Da minha infância eu lembro de ter passado bastante necessidade, de ficar 6 meses em porto Alegre e 6 meses em Florianópolis, pois a minha mãe e meu pai se separaram.
Então eu passava um pouco com ele e um pouco com ela.
A minha mãe só aceitava isso pois ela não tinha condições de ficar comigo, pois tinha mais 5 filhos pequenos pra criar.

Eu tenho muito orgulho dela.
Teve um momento que foi bem difícil na minha vida, em que eu lembro que ela catava papelão na rua pra alimentar a gente.
Muitas vezes ela passava fome pra sobrar mais para os filhos.
Eu ia junto ajudar, na minha inocência de criança, eu achava o máximo ir em farmácias e mercados pedir papelão.
Ver ela sorrir com a minha pequena ajuda…
Mas doeu muito quando cresci e entendi aquela a situação toda.

Hoje ela tem uma vida muito melhor, construiu a casa dela junto com o meu padrasto, do jeito que ela sempre quis.

A força de vontade que tenho, sei que herdei dela.”

“A pessoa que sou hoje, se construiu muito pelo fato de ter passado por muita coisa, principalmente quando era pequena.
Eu sempre cresci com sonhos e sabendo que ia realizar eles.
Queria ser uma mulher independente, ser forte, bem sucedida.
Se alguém falasse que eu não era capaz, ai sim que ia atrás e conseguia.
Eu não me arrependo nem me envergonho das coisas que passei, pois tudo que fiz, fez com que me tornasse a pessoa que sou hoje.
Então, se mudasse algo no meu passado, eu não seria feliz comigo mesma. ”

“O meu trabalho atual, o meio onde eu estou, era exatamente o que eu queria quando era criança.
Aos 21 anos, sem faculdade, eu me considero bem sucedida.”

 

“Por um tempo meu padrasto ficou no Hospital de Clinicas, minha mãe estava cansada e eu decidi ficar com ele de noite. Eu tava muito cansada e fui procurar um lugar pra deitar, achei um cantinho bem gostoso e confortável, peguei no sono… Quando acordei eu não conseguia enxergar, tava tudo escuro.

Descobri que eu dormi no canto onde jogam todas as roupas sujas do hospital. Fiquei gritando até uma mulher escutar e abir a porta para mim, todo mundo ficou olhando. Acho que é uma das minhas histórias mais engraçadas.”