Aline Biléssimo

Mulheres

– Desde adolescente sonhava em fazer fotos sensuais, até posar nua, mas nunca tive corpo, oportunidade, muito menos coragem. A coragem veio agora….

– E o corpo?

– E o corpo, eu passei a aceitar o que tenho…

“Comecei a fazer terapia porque tenho (ou tinha) dificuldade de comunicação.
Não falava o q sentia, queria, pensava, precisava.
Isso me causou muitas perdas, inclusive o meu casamento.

A minha terapeuta é também a terapeuta de varias pessoas da minha família. Quando cheguei lá, ela ja me conhecia muito bem.

É difícil admitir que precisa de ajuda. Mas depois que a gente admite, se arrepende de não ter procurado antes.”

– Faz quanto tempo que tu te tornou mãe?

– Amanhã faz um ano. É incrível, diferente do q eu poderia imaginar. Eu me vejo nascendo de novo. Ser mãe é saber que continuarei viva depois q esse corpo não aguentar mais.

“Meu maior arrependimento é ter vivido tanto tempo com medo, perdi muitas oportunidades, dexei de ter mais momentos felizes por medo. Medos diversos, de tentar e dar errado, de ser julgada, medo da reação dos outros…
Me arrependo de algumas escolhas e ações que tive, mas me arrependo muito mais do que eu deixei de de fazer.

Sempre tive muito medo de ser julgada, e de passar pelo mundo sem ser lembrada, sem ser alguém. Queria ser alguém de destaque, mas tinha medo do que os outros iriam achar….”
“A gente queria um nome realmente especial pra nossa filha.
Passamos toda a gestação pesquisando todo tipo de referencia que tu possa imaginar.
Eu acredito que o nome tem que combinar com a pessoa. Ser sonoro. Ele vai influenciar toda a vida.
Meu marido e eu concordamos de só escolher o nome depois que ela nascesse.

Então quando a médica me entregou ela, e ela deitou no meu peito…. Nos olhamos e falamos: Bibiana”.