Junho Hot – Hot Pepper & OBenditoFruto

Alou povo da terra e alienígenas de toda a galáxia!!!

Sejam bem vindos. Que saudade de vocês!!!

 

É Junho, mês de todos os namorados, e pra comemorar isso a gente quer anunciar a nossa mais nova parceira, a Hot Pepper Sex Shop, uma empresa que tem a nossa cara e tá cheia de amor pra dar.

A loja física fica aqui em Porto Alegre e a loja virtual deles tem um monte de coisa sensacional que vocês podem conferir clicando aqui.

Pra comemorar essa parceria, vamos ter uma promoção especial:

Clientes do Bendito Fruto ganham cartão promocional com 10% de desconto nas compras a vista. E nas compras acima de R$ 150,00 feitas até o dia 12/06 ainda tem um brinde surpresa.

Promo 12-06 BF

 

E os clientes Hot Pepper que apresentarem o cartão de desconto aqui, ganham 20% + 5 fotos extras nos ensaios de 20 fotos com a gente.

Promo 12-06 Hot Pepper

 

Então é isso, pra participar é muito simples e todo mundo ganha. Agora corre e capricha no presente.

Elas by Massena, arte sobre arte

 

 

Algumas semanas atras eu conheci encontrei no Instagram um perfil com desenhos incríveis e passei a acompanhar de perto. Então um desenho de uma das meninas aqui do Bendito Fruto foi postado e logo depois outra menina também participou.

Conversei com o autor pra conhecer melhor a ideia por trás do projeto e quero apresentar pra vocês agora.

O Elas by Massena é um projeto idealizado pelo artista Andy Massena.

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Ame seu corpo, ame a si mesma é o conceito do perfil do Instagram @ellasbymassena.

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Com o objetivo de representar a beleza feminina de forma real, natural, sem rótulos e que não se baseiam nos “padrões de beleza” determinados pela mídia. As ilustrações são feitas a partir de fotos enviadas voluntariamente pelas próprias modelos, o Projeto contará com 365 ilustrações de nu artístico feminino, representando a diversidade e a beleza natural das mulheres de diversas partes do mundo e culminará em uma exposição e um livro com todos os desenhos acompanhados com textos de cada modelo desenhada falando sobre a beleza que existe em cada uma delas.

 

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Você pode conferir mais desenhos e aproveitar pra seguir o Massena clicando aqui.

Sobre padrões e realidades, um texto de Daniele Endler.

[PAPO SÉRIO] O que é ser uma mulher dentro dos padrões que a sociedade impõe?

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Como a maioria das pessoas sabe, o intuito do Bendito Fruto é mostrar pessoas reais, com histórias reais, sem edição de imagem.

Muita gente criticou o projeto dizendo que só tinha mulher “gostosa” por aqui, que por mais que não existisse photoshop nas fotos, essas mulheres se encaixavam dentro do padrão imposto pela sociedade. Só que precisamos entender que o padrão que muitas pessoas dizem existir, é imposto por elas próprias, com a diferença de ser o “seu próprio” padrão.

Devemos aceitar que pessoas podem divergir do que é o “padrão”, e achar que X ou Y se enquadram nele, quando nem X nem Y se enxergam dentro desse “padrão”.

Uma mulher tatuada está dentro dos padrões? E uma baixinha? E uma mulher que sai de casa pra beber com as amigas (ou apenas com homens)? Ou então aquela mulher que transa no primeiro encontro, sem se preocupar com o julgamento alheio no dia seguinte? E aquela menina lá da sua rua que anda de skate e usa roupas largas? E a que usa minissaia mesmo sabendo que vai ouvir todos os “elogios” quando colocar o pé para fora de casa? Todas essas seguem um padrão?

Desconstruindo.

Mulher cresce ouvindo que não pode sentar de perna aberta, que não pode mostrar o corpo, que deve “se dar ao valor”, que não pode engordar porque nenhum homem vai te querer, que é feio sentar numa mesa de bar, falar palavrão ou transar com mais de dez caras na vida inteira. Além disso, tenho certeza de que todo mundo aqui já ouviu falar em distúrbios alimentares (bulimia, anorexia, entre outros). Pois é… A mulher pode ser magra, estar dentro do “padrão” e, mesmo assim, não se aceitar, não se amar, por diversos motivos que cabem somente a ela. O padrão vai muito além da forma física, galera (que, convenhamos, exige muito mais do que vocês imaginam, pois tem que ter medidas milimetricamente de acordo com as modelos de capa de revista)! O padrão está também no comportamento.

Sabe aquela sua amiga que todos olham por onde ela passa? Mesmo que ela esteja de chinelo, calça jeans e camiseta? Ela pode não se achar bonita, pois alguém um dia disse que o nariz dela era feio, ou que o peito dela era caído e ela levou isso como verdade absoluta. Então um dia ela vai fazer uma rinoplastia e colocar silicone nos seios. E talvez dê algum problema na cirurgia e ela fique para sempre com uma cicatriz que a mostre que a sociedade estava errada. E isso serve para aquela menina negra que é linda, mas alisa os cabelos e pinta de loiro para ficar mais parecida com as atrizes da Globo. Ou aquela que tem sardinhas mas usa uma base para cobrir as marquinhas. Ou ainda aquela que tinha um pouco mais de curvas e faz uma lipo, pois todo mundo fala pra ela que ser “gordinha” é feio.

Mas também tem aquela menina que vai todos os dias pra academia simplesmente por gostar disso. E tem também aquela que apenas estuda, que usa óculos e aparelho. Ou a menina que alisa os cabelos e se maquia porque ela se gosta assim, tanto quanto aquela que prefere não usar maquiagem alguma. Aquela que é magra por que a natureza quis assim e aquela que é gorda, se ama e não vê motivo algum para emagrecer. Todas elas têm a sua beleza, todas elas seguem o padrão que querem seguir, não o que é imposto a elas. É muito importante respeitar a liberdade de cada pessoa. Entender que ela tem o poder sobre si e, principalmente, que ela é muito mais que sua aparência.

 

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A indústria da mídia sobrevive de tendências e mercado e, para isso, ela se baseia em tipos que pode “vender”, que duram algumas temporadas e depois são trocados por outros. Na década de 50, o padrão era ter curvas, bundão, peitão. Já na década de 90 o padrão passou a ser a Gisele Bündchen. Portanto, ser alguém real é muito mais do que ser magro ou gordo, alto ou baixo, com ou sem peito. Ser alguém real é ser verdadeiro, com todas as suas características.

Aceitar-se, amar-se como se é, pelo que se é.

Mudar sim, mas apenas por si mesmo, nunca pelos outros. Real é tudo aquilo que não precisa de manipulação para ser adequado à vontade dos outros. Lindo muito além do que se vê, lindo pelo que faz, pela forma como se move, como ama, como sonha… Beleza real é muito mais do que uma imagem em frente a uma câmera. É um caráter integro de uma pessoa que percebe a si mesma como um ser único, belo e incrível pelo que é, seja como for.

Então, pessoal, antes de criticar alguém por não se gostar mesmo estando no “padrão”, vamos entender de vez o que é esse maldito padrão.

E entendam o quão libertador é uma pessoa poder se amar independente da sua forma física, da sua cor, da sua sexualidade, da sua crença, da sua altura, cor dos olhos ou do cabelo, de ter ou não tatuagens, piercing, sardinhas, cicatrizes, celulite ou qualquer outra coisa que a torne única. <3

Texto de Daniele Endler Sobieszczanski, que não se encaixa em padrão algum, mas aprendeu a se amar como é.

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4ª Noite do Bendito Fruto no Valen Bar – Cabine do Bendito Fruto #MandaNudes

Foi em 17 de Setembro que fizemos mais uma edição da Cabine do Bendito no Valen Bar+18.

A Cabine funciona a noite inteira, você entra, faz duas fotos como quiser e recebe no dia seguinte. A próxima edição acontece no dia 15 de Outubro a partir das 20h e vamos estar lá te esperando.

Pra saber como foi a ultima edição, dá uma olhada em algumas das fotos que a gente realizou.

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Sobre se Assumir

Eu cresci ouvindo minha mãe dizendo para eu me cuidar, eu cresci vendo minhas amigas brincando de boneca enquanto eu já tinha que usar sutiã e esconder minhas pernas pois, eu era afinal uma menina de 12 anos e não podia assumir com essa idade um corpo de menina de 16.

Sim eu fui daquelas meninas que desenvolve cedo, eu menstruei com 11 anos – sim que ‘horror’ uma criança já tinha no corpo imprimido a sensualidade de uma mulher.

Com 14 anos eu desenvolvi uma doença chamada bulimia. Uma doença que destrói o autoestima e o psicológico de qualquer pessoa. Uma doença que nega qualquer tipo de exposição fotográfica. Uma doença que envergonha e padece qualquer corpo. Eu emagreci 14kg, ou seja eu cheguei a 54kg enquanto hoje tenho 68kg e me considero muito feliz. Todas as pessoas me diziam: ‘Nossa como tu está magra’, e isso era infelizmente um sinal de vitória para mim.

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Com 16 anos eu comecei a namorar um cara que conseguiu mudar muitas visões sobre mim mesma, ele conseguiu me mostrar que o meu corpo era lindo do jeito que fosse porque carregava a minha identidade e não porque correspondia à algum padrão estético. E eu aos poucos superei a bulimia. Mas, ainda hoje sinto sinais dessa doença que não apenas destrói o autoestima, mas também as partes mais intimas da nossa sensualidade.

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Sensualidade, uma característica tão essencial da nossa personalidade que as pessoas insistem em agregar simplesmente ao corpo. Uma palavra que virou fetiche enquanto deveria ser apenas característica. Uma palavra que deveria elevar as pessoas e não as cobrir de roupas, vergonhas e preconceitos.

Então, no ano passado eu me deparo com o projeto Bendito Fruto. Um projeto com mulheres reais exercendo nada mais nada menos que sua sensualidade pura e sem vergonhas. Mulheres que exerciam nas fotos a sua autoconfiança, o seu amor próprio, a suas personalidades. E eu me perguntei, porque não? Porque não me libertar daquilo que sempre me martirizou e enfrentar a minha sensualidade frente à uma câmera e frente ao mundo.

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Foi assim, que eu pude exercer um ato de libertação daquilo que sempre me fez menos do que eu sempre me senti ser. Foi então que eu percebi que a liberdade de se amar não tem preço. Foi me vendo de uma forma totalmente livre e sem medos da minha imagem que eu pude dizer pra mim mesma que a minha beleza não pertence a ninguém a não ser a mim mesma. E que se entregar ao que a natureza nos deu, ou seja, nosso corpo, é se entregar para a vida, é gritar para todos que o nosso corpo é nosso e que ninguém tem o direito de podar nossa sensualidade com preconceitos e com estereótipos.

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Por isso, acredito que assumir a sensualidade, assumir a personalidade é assumir uma luta constante contra dogmas impostos por uma sociedade doente que insiste em enxergar na mulher um objeto de domesticação que deve cumprir regras, e possuir moldes. Por isso hoje vejo que nós mulheres devemos primeiro nos empoderarmos daquilo que é inato a nos mesmas, a nossa sexualidade, e parar de carregar as doenças que a nossa sociedade criou para falsamente nos proteger. Nós não precisamos de proteção, somos fortes o suficiente para sermos quem quisermos ser.

Deparo-me hoje com a realidade europeia onde as mulheres, independente de suas crenças, cores, tipos físicos brincam com seus filhos de topless em plena praia. Mulheres de todas as idades desfilam na beira mar com seus seios a mostra, sendo eles grandes ou pequenos, sendo eles de silicone ou de mães que amamentaram três filhos. E essas mulheres não recebem cantadas, ‘elogios’ maldosos ou deboches. São simplesmente mulheres carregando consigo o que é de seu direito e natureza. E porque então, em tantos lugares do mundo insistimos em nos esconder e em nos ajustarmos a padrões que agradem a maioria (maioria essa que inclui muito mais mulheres do que homens), porque não podemos nos amar o suficiente para sermos donas de nos mesmas. E eu digo nos, porque só cabe a nos mulheres darno-mos o direito de sermos livres.  

Não adianta querermos ter independência financeira, independência social, se não damos o direito de sermos livres para expor nossa sexualidade, ela é nossa e cabe a cada uma escolher o que quer fazer com ela e não cabe a nenhuma outra o direito de julgar, a maioria de nós não sabe escolher o melhor sapato para passear no parque. Por isso, querer colocar a culpa no gênero oposto cumprindo todo o ‘checklist da mulher perfeita’ é tão eficaz quanto fazer chapinha para ir a praia, e infelizmente o mundo ta cheio dessas mulheres.

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Então, eu digo e bato o pé, na próxima vez que for a praia entre no mar e molhe seus cabelos e deixe o vento os secar, acorde e vá a padaria com os cabelos todos desarrumados e veja quantas pessoas vão lhe olhar invejando a sua liberdade de não precisar estar arrumada para só comprar pão, coloque aquele vestido curto que você nunca usou porque era curto, esqueça o rímel (ele não faz bem para a sua pele) e durma 5 minutos a mais pela manhã. Ou, então, faça tudo ao contrário, mas faça o que você quiser e que te faz livre e dê a todas as outras o direito de também o fazer.

O mundo precisa se acostumar com a nossa autenticidade e orgulho frente às nossas pequenas imperfeições, frente às nossas preguiças, frente à nossa sexualidade, frente à nossa liberdade. Hoje eu bato no peito e digo, eu sou assim, esse é meu corpo, é meu direito lhe usufruir.

 

 

Texto de Marla Francesca Thomas se descreve como: “Eu não descobri ainda quem eu sou, acho que todos os dias eu descubro mais um pouquinho de mim. E todos os dias descubro que existe em mim milhares de outras Marlas que adoram ser quem são.”

E o ensaio dela você confere clicando aqui.

3ª Noite do Bendito Fruto no Valen Bar – Cabine do Bendito Fruto #MandaNudes

Nesse dia 25 de Agosto, pela terceira vez nos reunimos no Bar mais quente de Porto Alegre, o Valen Bar+18, pra confraternizar e comemorar o crescimento do Bendito Fruto.

Como nas edições anteriores, uma quantidade enorme de pessoas foi conferir de perto o nosso trabalho e conhecer algumas das integrantes do projeto mais lindo do sistema solar.

Nessa edição especial, a gente preparou uma surpresa incrível: uma cabine de fotos onde eu fotografei todo mundo que queria entrar na brincadeira. Confere agora com a gente uma boa dose do que rolou ontem na nossa galeria de fotos abaixo e se ficou curioso, se prepara pra próxima porque mês que vem tem mais.

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MINHA VIDA DEPOIS DO NU

Por Ana Paula Nogueira.
Esse era o título da capa da revista Manchete de 8 de abril de 2000. Por coincidência, me deparei com a revista na véspera de um ensaio que aceitei fazer para o fotógrafo Jorge Bispo – algo livre, para portfólio. Na matéria, atrizes, celebridades e subcelebridades da época, como Xuxa, Myrian Rios, Feiticeira, Tiazinha, Carla Perez e a sem-terra Débora Rodrigues, entre outras, falavam sobre a experiência de se despirem à frente das câmeras, ou quase, para publicações comerciais como Ele Ela e Playboy – as principais da época.
Com exceção de Xuxa, contratada da Globo, que por motivos óbvios não deu entrevista, e a atriz Myrian Rios, que teve um terrível surto de amnésia e disse não lembrar ter sido a capa da Ele Ela, todas falavam com orgulho do trabalho e o quanto ele teria impulsionado profissionalmente e financeiramente (teve até quem conseguiu, com o cachê, comprar apartamentos em áreas nobres do Rio e de São Paulo) suas carreiras.
Dez anos depois, me fiz a mesma pergunta imaginando as últimas capas e ensaios envolvendo esse tipo de trabalho. Obviamente não me refiro a experiências de cunho mais autoral. Falo dos ensaios artísticos com pegada comercial, que muitas feministas criticam – o que não é meu caso.
Para minha surpresa, numa rápida zapeada pelas emissoras de tevê à noite, encontrei algumas respostas. Num programa de auditório, ex-modelos, subcelebridades e artistas que ganharam algum destaque, muitas apenas por conta dos ensaios, falavam com desdém de terem feitos trabalhos desse tipo. “Não sei onde eu estava com a cabeça quanto topei, acho que eu era muito inexperiente na época”, afirmava uma ex-BBB, ao mesmo tempo que tentava segurar a saia arroxada no corpo, que insistia em subir e deixar bem evidente suas acentuadas curvas.
Assim como ela, outras moças de pouca roupa diziam não entender como foram capazes de “tamanha ousadia”.
Me senti a mais despudorada das mulheres – afinal já tinha feito um ensaio para o site Paparazzo e três ou quatro outros para trabalhos de amigos. E estava prestes a encarar mais um. Em todos me entreguei sem nenhum pudor – afinal essa era a proposta.
Um parênteses: num trabalho como esse não rola uma grande suruba onde todos transam a cada intervalo das fotos. São trabalhos profissionais onde todos estão preocupados com o resultado – e isso envolve equipe e muitos detalhes técnicos. Também sinto informar que as pessoas não cheiram carreias de pó para se sentirem mais soltas – pode cheirar quem quiser, assim como em outras profissões (em mercado financeiro, vi muito), mas isso não é pré-requisito para um ensaio.
Da parte da(o) modelo, o que rola é uma grande magia, uma sensação de liberdade, de se despir de modismos, preconceitos e até as imperfeições do corpo são esquecidas depois do terceiro clique. E se rolar química com o fotógrafo, daí é como uma boa trepada – no lado poético da palavra, sem toque. E o resultado pode ser percebido nas fotos.
Mas se é tão bom porque tanto preconceito? Infelizmente, essa onda de conservadorismo que assola o país, na contramão de toda a suruba social e política, desvaloriza esse tipo de trabalho, assim como quem o faz.
Ao contrário da matéria da Manchete, hoje um ensaio não compra nem uma charrete e ainda joga para uma certa “lista negra” das agências de publicidade as modelos que têm essa experiência no currículo. Poucos sabem, algumas empresas, principalmente bancos e indústrias de produtos de beleza, têm em seus contratos de publicidade cláusulas que impedem a contratação, para suas peças publicitárias, de modelos que já fizeram algum ensaio de nu. Senti isso na pele a ponto de ter que criar um outro nome artístico para ser aprovada em alguns trabalhos – e fui, com novo nome, tamanha é a hipocrisia. Outro parênteses: estão incluídas nesse grupo de empresas, algumas que hoje fazem marketing anti-preconceito, com propagandas que dão destaque a, por exemplo, relacionamento entre pessoas do mesmo sexo – numa jogada totalmente oportunista e que esconde seus reais valores.
Em resumo, vivemos numa sociedade onde todos são santos e virgens. Mesmo que do Paoco, não importa. Prefiro pensar como a designer e modelo Anne Mantovani, no belo texto, intitulado Posei nua e daí?, que escreveu para um blog feminino. E continuar fazendo o que bem entender com o meu corpo, mesmo que deixe de ser a garota propaganda de um grande banco. Ah, acho que rolou química no ensaio, pois achei o resultado lindo, que publico aqui, com muito orgulho, em primeira mão.
“Quero mostrar para sociedade que meu corpo não é ofensivo. Que a nudez é a forma mais natural do ser. Quero que as pessoas enxerguem o corpo como arte, ou minimamente, como um simples corpo, sem agregar elementos ou concepções sujas a respeito. E mesmo que seja pornográfico, o sexo é natural.”
Que jogue a primeira calcinha quem nunca teve vontade de fazer ou de ver.
Fotos Jorge Bispo
Capa Revista Manchete
Sobre a autora:
“Trabalhei por mais de 10 anos cobrindo o mercado financeiro em redações de grandes jornais e coordenado a comunicação de multinacionais até o dia que “resolvi mudar”. De executiva, passei a dona de uma pequena produtora de filmes, virei sub-celebridade ao encabeçar um movimento pela liberação do Topless nas areias cariocas, e me vi de jornalista à notícia nos jornais de todo mundo. Hoje, além de fazer cinema, sou líder do movimento Toplessinrio, modelo, aspirante à atriz e ainda dou umas piruetas em alguns trapézios. Reais e imaginários.”
Texto extraído do Blog Undress-apn. Para mais textos da Ana, clique aqui.

Bem-vindos!

Sejam bem vindos ao nosso novo site do Bendito Fruto, a fruteira mais legal deste lado do oceano.

Entre e sinta-se em casa! Estamos ajeitando os últimos detalhes, não repara na bagunça. A gente quer a sua visita aqui diariamente pra conferir fotos inéditas e tomar um cafezinho ou um chá.

Dê uma boa olhada nos ensaios que já estão disponíveis e em breve, assista os videos que estamos produzindo com making-of, entrevistas e o nosso programa de mesa redonda, que vai trazer as pessoas que participaram do projeto pra um bate papo sobre assuntos diversos.